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Por que dobrar depois de perder não funciona na mesa

Camilo Andrés

Dobrar depois de perder parece infalível no papel. Na prática, esbarra em dois muros: o limite máximo da mesa e o tamanho do saldo. Aqui vão os números.

Chigüiro observa pilhas de fichas que dobram e uma torre que balança.

Dobrar a aposta depois de perder não recupera nada. Seis mãos perdidas seguidas já pedem 64 vezes a aposta inicial. Com uma aposta de 5.000 pesos, isso dá 320.000 em uma única mão. Além disso, a mesa tem um teto, então a progressão é cortada antes de chegar ao fim.

Testei isso em algum momento, como quase todo mundo. Funcionou três noites seguidas e falhou na quarta.

«O sistema não ganha nada: só troca muitos ganhos pequenos por uma perda grande e rara.» Camilo Andrés

Os números da progressão

A sequência cresce mais rápido do que a intuição sugere. Aqui está, mão a mão:

Uma sequência de seis ou sete mãos perdidas aparece numa sessão longa com mais frequência do que parece, e não é preciso nenhum azar especial.

O teto da mesa corta o sistema

Toda mesa tem aposta máxima. Esse número não está ali por acaso.

Quando a progressão bate no teto, você já não pode dobrar. Aí fica com toda a perda acumulada e sem a mão que ia recuperá-la.

Pilhas de fichas que dobram e uma torre instável.

Por que a sequência não se corrige sozinha

Cada mão é distribuída de forma independente das anteriores. A mesa não guarda conta do que te deve.

Portanto, depois de seis perdas, a probabilidade da sétima é a mesma da primeira. A sensação de que «agora vai» é só isso, uma sensação.

O que faço em vez de dobrar a aposta

Fixo a aposta no começo e não mexo nela durante a sessão. Assim o saldo cai devagar e a sessão dura o que calculei.

Divido o saldo pelo limite mínimo e busco pelo menos cinquenta mãos. Se o número não fecha, troco de mesa antes de sentar, não depois de perder.